sexta-feira, 20 de novembro de 2009

20/11: HISTÓRIA DE LUTA CONTRA A OPRESSÃO


José Carlos Miranda


Há mais de 300 anos era assassinado o líder da resistência contra a opressão colonial, Zumbi dos Palmares.
 

O Quilombo dos Palmares foi a realização possível de um pólo de resistência contra a opressão da escravidão e do sistema colonial português e resistiu por mais de cem anos na Serra da Barriga (atual estado de Alagoas). Ali se instalaram milhares de escravos foragidos, e apesar destes serem maioria no quilombo, ali também se abrigavam índios e brancos. Como diria a estrofe de um antigo samba enredo da escola de samba Nenê de Vila Matilde de São Paulo: “O negro se uniu ao índio e ao branco pobre, eram três povos a sorrir, era um Brasil mais nobre”.

O quilombo praticamente constituiu-se em estado à parte e resistiu por tanto tempo devido a dois fatores: a localização era de difícil acesso e o sistema de defesa muito bem organizado, além do comércio que se formou do quilombo com as cidades próximas.

Houve várias expedições que tentaram a destruição de Palmares, sem sucesso.
Uma expedição, chefiada por Domingos Jorge Velho, um experiente bandeirante, reuniu mais de dez mil soldados fortemente armados e derrotou Palmares. No dia 20 de novembro, finalmente aprisionaram e executaram Zumbi. Depois de décadas, finalmente destruíram o maior Quilombo constituído no Brasil.

Toda esta saga de luta por liberdade e contra a opressão e o papel que teve Zumbi, devem ser lembrados e resgatados. As elites dominantes desde aquela época trataram de “apagar” da história oficial a bravura e a coragem do povo explorado e oprimido contra a opressão e pela liberdade.

Muitas outras revoltas e resistências aconteceram: a Cabanagem, a Balaiada, a Farroupilha, a revolta dos Malês, Canudos, a Inconfidência Mineira, a luta pela Abolição, a Revolta da Chibata, etc.

Porém a história oficial só “relembra” a Inconfidência, uma rebelião que não teve adesão popular.

Não é objetivo deste pequeno artigo fazer um balanço, nem mesmo contar a história das lutas populares brasileiras de mais de 400 anos, mas relembrá-las para destruir o mito, imposto pela burguesia e pelos seus meios de propaganda, de que o povo brasileiro não luta. Essas revoltas e lutas populares nos dão toda a justificativa para que a saga de Palmares seja relembrada, contada e transmitida às novas gerações.

Por tudo isso, 20 de novembro deve ser comemorado como um dia de luta do povo explorado e oprimido e de unidade de todos, independententemente da cor da pele, na luta por igualdade, por uma sociedade justa, fraterna e igualitária.

Movimento Negro Socialista que está na linha de frente da luta contra o racismo e o racialismo, se colocando dentre os que homenageiam um dos grandes heróis de todo o povo brasileiro: Zumbi.

Ao mesmo tempo, o Movimento Negro Socialista se coloca numa posição irreconciliável com aqueles que querem se utilizar do nome e da história de Palmares para reconstruir a história do Brasil e fomentar, independente da motivação, a divisão do povo trabalhador brasileiro como está expresso no Estatuto Racial e nas leis de Cotas Raciais.


Para acompanhar e para mais informações acesse o site do MNS: http://www.mns.org.br/

Cesare Battisti: É hora de todo socialista manifestar a Lula que deve dar asilo!

Cesare Battisti: Refugiado político perseguido. É hora de todo socialista manifestar a Lula que deve dar asilo. E-mail, blog, twitter, orkut, msn, carta, ligação, qualquer coisa!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

CARTA ABERTA DE CESARE BATTISTI A LULA E AO POVO BRASILEIRO



Cesare Battisti 



 
 
‘Como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena!’
 

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Ato público "Cesare Morto? Cesare Livre!"

Dia 24/11, Terça-Feira, às 18:30 em São Paulo

Local: Sindicato dos Jornalistas de São Paulo
Rua Rego Freitas, 530 - sobreloja


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CARTA ABERTA

AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
SUPREMO MAGISTRADO DA NAÇÃO BRASILEIRA

AO POVO BRASILEIRO


“Trinta anos mudam muitas coisas na vida dos homens, e às vezes fazem uma vida toda”.
(O homem revoltado - Albert Camus)

Se olharmos um pouco nosso passado a partir de um ponto de vista histórico, quantos entre nós podem sinceramente dizer que nunca desejaram afirmar a própria humanidade, de desenvolvê-la em todos os seus aspectos em uma ampla liberdade. Poucos. Pouquíssimos são os homens e mulheres de minha geração que não sonharam com um mundo diferente, mais justo.

Entretanto, freqüentemente, por pura curiosidade ou circunstâncias, somente alguns decidiram lançar-se na luta, sacrificando a própria vida.

A minha história pessoal é notoriamente bastante conhecida para voltar de novo sobre as relações da escolha que me levou à luta armada. Apenas sei que éramos milhares, e que alguns morreram, outros estão presos, e muito exilados.

Sabíamos que podia acabar assim. Quantos foram os exemplos de revolução que faliram e que a história já nos havia revelado? Ainda assim, recomeçamos, erramos e até perdemos. Não tudo! Os sonhos continuam!

Muitas conquistas sociais que hoje os italianos estão usufruindo foram alcançadas graças ao sangue derramado por esses companheiros da utopia. Eu sou fruto desses anos 70, assim como muitos outros aqui no Brasil, inclusive muitos companheiros que hoje são responsáveis pelos destinos do povo brasileiro. Eu na verdade não perdi nada, porque não lutei por algo que podia levar comigo. Mas agora, detido aqui no Brasil não posso aceitar a humilhação de ser tratado de criminoso comum.

Por isso, frente à surpreendente obstinação de alguns ministros do STF que não querem ver o que era realmente a Itália dos anos 70, que me negam a intenção de meus atos; que fecharam os olhos frente à total falta de provas técnicas de minha culpabilidade referente aos quatro homicídios a mim atribuídos; não reconhecem a revelia do meu julgamento; a prescrição e quem sabe qual outro impedimento à extradição. 

Além de tudo, é surpreendente e absurdo, que a Itália tenha me condenado por ativismo político e no Brasil alguns poucos teimam em me extraditar com base em envolvimento em crime comum. É um absurdo, principalmente por ter recebido do Governo Brasileiro a condição de refugiado, decisão à qual serei eternamente grato.

E frente ao fato das enormes dificuldades de ganhar essa batalha contra o poderoso governo italiano, o qual usou de todos os argumentos, ferramentas e armas, não me resta outra alternativa a não ser desde agora entrar em “GREVE DE FOME TOTAL”, com o objetivo de que me sejam concedidos os direitos estabelecidos no estatuto do refugiado e preso político. Espero com isso impedir, num último ato de desespero, esta extradição, que para mim equivale a uma pena de morte.

Sempre lutei pela vida, mas se é para morrer, eu estou pronto, mas, nunca pela mão dos meus carrascos. Aqui neste país, no Brasil, continuarei minha luta até o fim, e, embora cansado, jamais vou desistir de lutar pela verdade. A verdade que alguns insistem em não querer ver, e este é o pior dos cegos, aquele que não quer ver. 

Findo esta carta, agradecendo aos companheiros que desde o início da minha luta jamais me abandonaram e da mesma forma agradeço àqueles que chegaram de última hora, mas, que têm a mesma importância daqueles que estão ao meu lado desde o princípio de tudo. A vocês os meus sinceros agradecimentos. E como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena!

Espero que o legado daqueles que tombaram no front da batalha não fique em vão. Podemos até perder uma batalha, mas tenho convicção de que a vitória nesta guerra está reservada aos que lutam pela generosa causa da justiça e da liberdade.

Cesare Battisti
14 de Novembro de 2009.

Artigo Extraido de http://www.marxismo.org.br/index.php?pg=artigos_detalhar&artigo=456

É hora de barrar o aumento da tarifa do transporte em São Paulo!

POR UM TRANSPORTE PÚBLICO DE VERDADE:
NÃO ACEITE O AUMENTO DA TARIFA E
VENHA PARA A RUA SE MANIFESTAR!



Recentemente o prefeito Gilberto Kassab começou a declarar na televisão, no rádio e para os diversos jornais que o aumento da tarifa dos ônibus é algo inevitável. Ao que tudo indica isto foi aceito pelos meios de comunica¬ção que se preocupam agora apenas em es¬pecular qual será o novo valor, previsto para janeiro de 2010, algo entre R$ 2,50 e 2,80.

Mas e quem pega ônibus todo dia? Não tem nada a dizer sobre isto? Te perguntaram al-guma coisa? Acha natural que o ônibus au¬mente? Também acha que é inevitável?

Todo ano lemos nos jornais que os em¬presários pressionam a prefeitura para aumentar as passagens, para que possam continuar a lucrar. Cada um desses aumen¬tos faz com que milhares de pessoas não possam usar os ônibus por não ter dinheiro para pagar a tarifa. Se o transporte é um direito do cidadão, não pode ser pensado en¬quanto lucro das empresas, mas sim como uma necessidade básica da população. Se ir e vir é um direito, o ônibus não deveria sequer ter tarifa.

Eles tentam nos convencer que é impossível barrar o aumento justamente porque eles sabem que nós podemos evitá-lo. Aconte¬ceu em Florianópolis e em Vitória em 2005, quando a população dessas cidades barrou aumentos de tarifa. Em 2006, em São Paulo, mais de 2 mil pessoas saíram às ruas contra o aumento. É isto que as autoridades querem evitar, mas não vão!

O governo e a prefeitura investem na cons-trução de pontes, túneis e na ampliação da Marginal, o que só beneficia os carros par¬ticulares. E direciona os investimentos em transporte coletivo não para os interesses do conjunto da população, mas apenas para algumas áreas da cidade: das muitas obras que serão construídas na cidade, por conta da Copa de 2014, grande parte está dire¬cionada para a região sudoeste, com duas linhas de metrô (Linha 4-Vila Sônia e Linha 17-Morumbi). As linhas prometidas para as outras regiões da cidade, como a Zona Leste, além de serem de uma qualidade inferior ao metrô (um sistema de monotrilho), têm pra¬zos maiores de entrega e ainda estão em projeto. A verdade é que o poder público nos entende apenas como trabalhadores que têm que chegar aos seus locais de trabalho e não como pessoas com o direito de se movimen¬tar pela cidade. Enquanto isso continuar, va¬mos seguir espremidos nos ônibus e metrôs, pagando cada vez mais caro por isso. Lutar contra o aumento é um primeiro passo para dizer que não aceitamos essa situação.

O conjunto da população pode e vai barrar este aumento!

Ato contra o aumento: quinta-feira 26/11

Concentração às 16h no teatro municipal
Saída em passeata às 17h30


Barrar o aumento será inevitável!
Rede Contra o Aumento da Tarifa


contraoaumento@yahoo.com.br

Reunião após o ato: sábado 28/11 às 15h30
Espaço Ay Carmela
Rua das Carmelitas, 140 - metrô Sé

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Debate sobre cotas para negros nas universidades

Debate entre Miranda do Movimento Negro Socialista e Gal do Musel Afro-Brasil


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Juventude Revolução Impulsiona Luta Estudantil em Joinville


  Impulsionado por camaradas da Juventude Revolução na faculdade IELUSC (faculdade privada em Joinville / SC) é lançada a chapa "Dacs é pra Lutar" a fim de concorrer a eleição que irá decidir a nova direção para o Diretório Acadêmico de comunicação social, por um DACS livre e de luta.


  As entidades estudantis nasceram na luta dos estudantes pela escola pública para todos, na campanha do petróleo é nosso, na luta contra a ditadura e por uma sociedade mais justa. Nasceram para expressar a indignação e rebeldia dos estudantes, em forma de organização.

  As elites se utilizam da mídia para tornar desacreditadas essas entidades. Elas tentam nos mostrar que não há alternativa, que não adianta lutar. Seus discursos são que as lutas por nossos direitos e um mundo melhor são impossíveis.

  A chapa Dacs é pra lutar não acredita nisso. Nossa sociedade ainda não tem educação para todos, Joinville tem a maior tarifa do transporte público do país e o mundo está afundado em crise, guerras e miséria. Nós acreditamos que somente a organização, conscientização e mobilização dos estudantes podem garantir nossos direitos e conquistar novos.

  Precisamos tornar o Diretório Acadêmico em um sindicato de estudantes capaz de organizar nossa luta. Nossa independência política só estará garantida quando formos independentes financeiramente. “Quem paga a banda escolhe a música.”

Acesse o Blog da Chapa e Acompanhe a Campanha http://dacs-e-pra-lutar.blogspot.com/

domingo, 15 de novembro de 2009

Sólidas Melodias - Fábrica sob Controle Operário Flaskô - Sumaré/SP


  • Fabrica ocupada Flaskô
  • Desde 2003 sob controle operário.
  • Sem patrões.
  • Produzindo e resistindo aos ataques dos patrões dos mais váriados locais.
  • Lutando pela estatização.

Um pequeno relato sobre a luta e resistência destes trabalhadores. 
Seus sonhos, perspectivas e a luta que estão desenvolvendo para 
alcança-los. Por uma sociedade sem guerra nem exploração.
Nas palavras do camarada "sem povo matando povo"!