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sábado, 10 de abril de 2010

Blog Nacional

A partir de hoje as matérias e notícias da JR do sul do Brasil serão postadas no blog nacional.
Segue o Link:

sábado, 27 de março de 2010

Estudantes e trabalhadores se organizam contra o possível aumento da tarifa do ônibus em Joinville

COMITÊ DE LUTA DO TRANSPORTE COLETIVO

Na reunião de ontem(25/03), convocada pelo CENTRO DOS DIREITOS HUMANOS DE JOINVILLE (CDH) e a UNIÃO JOINVILENSE DA JUVENTUDE SECUNDARISTA (UJES), estiveram representadas cerca de 30 entidades estudantis, associações de moradores, sindicatos, vereadores e organizações interessadas na luta contra o aumento da tarifa de transporte coletivo.

Novamente a população de Joinville está sendo alertada da possibilidade de acontecer novo aumento no preço da passagem de ônibus que, ainda em abril, poderá passar de R$ 2,30 para R$ 2,60.

As entidades reunidas entenderam que isso é inaceitável, pois, além de se tratar de uma concessão pública de mais de 40 anos e inúmeras prorrogações ilegais que estão sendo contestadas na Justiça, traz um ônus insuportável para os trabalhadores e estudantes, usuários do transporte coletivo que não obtiveram esse percentual de reajuste em seus salários.

Na reunião, foi formado o COMITÊ DE LUTA DO TRANSPORTE COLETIVO que definiu estratégias de mobilização para barrar o aumento e realizar o debate sobre a qualidade do transporte coletivo urbano, a modalidade de exploração da concessão pública e a precariedade dos serviços prestados pelas empresas concessionárias, GIDION e TRANSTUSA, diante dos problemas enfrentados pelos usuários no cotidiano.

Não está afastada a possibilidade do COMITÊ, através das entidades que o compõem, proporem ação cível pública para barrar o aumento da tarifa, a exemplo do que já está acontecendo em Blumenau, com liminar concedida pela Justiça impedindo o reajustamento da tarifa.

Está sendo solicitada audiência com o prefeito CARLITO MERSS, com a máxima urgência, para que o COMITÊ possa apresentar suas reivindicações, dentre elas a garantia de não ser concedido nenhum aumento imediato e o apoio para a realização de um seminário sobre transporte coletivo em Joinville, que discuta amplamente o assunto.

Novas entidades estão sendo convidadas a compor o COMITÊ, que estará sendo formalizado na próxima semana com a divulgação de todas as entidades que o integram. O COMITÊ está em estado de mobilização permanente, maiores informações podem ser obtidas através do telefone: 47-3025-3447, no CDH.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Ujes levanta bandeiras de luta em desfile de Joinville!


No dia 09 de março, aniversário da cidade de Joinville-SC, a União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes) participou de um desfile temático organizado para a população local.

A razão do evento era a comemoração do aniversário da cidade que tinha por tema: “Como gosto de você Joinville.”

Munidos de bandeiras e cartazes com os dizeres “Como gosto de você Joinville: com educação de qualidade para todos!”, “Por uma educação pública de qualidade” e “Passe-Livre Já!”, os estudantes mostraram o jovem de Joinville espera da sua cidade.

Com palavras de ordem como “Nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu? Aqui está presente o Movimento Estudantil!” e “União secundarista, é de luta e socialista!” a entidade estudantil foi recebida com muitos aplausos da população que assistia o desfile.


A solidariedade da população e dos jovens que participaram do ato demonstra que o Movimento Estudantil continua vivo e organizado, apesar de todo o esforço para sufocá-lo por parte de quem se beneficia com o caos da educação no país.

Como expressou o militante da Juventude Revolução da Esquerda Marxista e presidente da Ujes, Maico Paixão - “Estamos realizando este ato para demonstrarmos ao povo da cidade que estamos em luta (...) Nosso principal objetivo é a união cada vez maior dos estudantes!”.


A tarefa central da Ujes é a criação e organização de grêmios livres em várias escolas de Joinville para que os jovens se aglutinem em seus sindicatos no combate por uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos e em todos os níveis.


Johannes Halter, militante da Juventude Revolução da Esquerda Marxista

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

UJES - No caminho certo


O vídeo acima mostra um pouco da história e das principais atividades realizadas em 2009 pela União Joinvilense de Estudante Secundaristas, a UJES.

Fundada em 1964, foi impedida de funcionar pela ditadura militar em 1965, voltando a suas atividades apenas em 1986.

A UJES têm como objetivo conscientizar, organizar e mobilizar os estudantes secundaristas na defesa dos seus interesses e das bandeiras históricas do movimento estudantil, agindo como um verdadeiro sindicato dos estudantes.

Como suas principais bandeiras estão a luta pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pelo passe-livre estudantil, pelo acesso do jovem a cultura, diversão e arte e por um futuro de verdade para a juventude.

Por Veiga,
Militante da Juventude Revolução da Esquerda Marxista

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Petróleo 100% estatal!

CONSTRUIR A ALIANÇA OPERÁRIA E ESTUDANTIL

POR UM PETRÓLEO 100% ESTATAL

Após 60 anos do poderoso movimento “O Petróleo é nosso” - que impôs a lei 2004/53 que conquistou o monopólio da União na exploração do petróleo e criou a Petrobrás - a luta pela soberania das riquezas naturais e os rumos do nosso petróleo voltam à pauta do movimento operário e estudantil.

Em agosto de 1997 a burguesia dá mais um golpe nos trabalhadores brasileiros com a lei 9.478, assinada por FHC. Essa lei derrubava o monopólio da exploração e produção do petróleo pela Petrobrás e iniciava a privatização através das concessões e dos leilões.

Dez anos depois a Petrobrás começava a anunciar os novos campos petrolíferos na região do Pré-sal, e já tem confirmado uma reserva 80 bilhões de barris de petróleo, podendo chegar a mais de 100 bilhões de barris. Para se ter uma idéia da importância deste tema observe-se que a reserva total do Brasil antes do pré-sal era de 14 bilhões de barris. Cada barril chegou a valer US$ 140 no período pré-crise, e hoje gira em torno de US$ 68 o barril. É muito dinheiro e isso desperta a cobiça dos capitalistas que tem utilizado o Estado e o parlamento para aprovar leis que lhes permitam meter a mão nessa riqueza.

Desde o anuncio do Pré-Sal três projetos de leis já foram apresentados sobre a exploração do petróleo. O projeto direto dos capitalistas, que avança na privatização da Petrobrás e a coloca o Pré-sal nas mãos da burguesia internacional; o projeto do governo que cria a PetroSal, uma agência reguladora que tem a mera função de regulamentar a concessão e os leilões do petróleo, estabelecendo que somente 30% do présal deve ser exclusivamente explorado pela Petrobrás, ficando o restante aos capitalistas; e o projeto dos Movimentos Sociais, que defende uma Petrobrás 100% estatal e pública, pondo fim aos leilões, retomando as áreas já leiloadas, reestabelecendo o monopólio estatal na exploração, produção e comercialização do petróleo, com a destinação dos lucros em benefício do povo trabalhador.

A UNE-UBES até agora vai caminhando no caminho errado e defendendo o projeto do governo levanta uma esquisita bandeira que diz “50% do présal para a educação”, com o objetivo de criar a idéia de com isso teremos dinheiro para a educação, escondendo assim que o governo já destinou só em 2009 R$ 318 Bi para os empresários “enfrentarem” a crise, e ainda R$ 125 Bi de juros da dívida pública, enquanto a educação recebeu só R$ 48 Bi. A bandeira de luta da UNE-UBES deve ser pelo fim do repasse de dinheiro público aos empresários, investimentos massivos na educação, e Petrobrás 100% pública com os lucros destinados 100% às necessidades do povo!

COMO ORGANIZAR A LUTA?

Construindo Comitês em defesa da Petrobrás 100% pública em aliança com os trabalhadores e a juventude para pressionar que as entidades e organizações saiam às ruas para impor a aprovação do projeto dos Movimentos Sociais retomando o monopólio estatal do Petróleo 100% público.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A Juventude e o trabalho precoce

  Hoje em dia vemos adolescentes cada vez mais jovens em busca de emprego, logo aos seus 14, 15 anos de idade os jovens já pensam em procurar trabalho.

  Os jovens que trabalham dedicam grande parte do seu tempo a esta função. Tem claramente os seus estudos prejudicados, pois tem dificuldades de achar tempo para fazer os trabalhos escolares e estudar para as provas. É o caso de Maico da Silva Paixão, estudante da escola Juracy Browsing : “Com certeza fica difícil se concentrar nos estudos quando se trabalha o dia inteiro e tem que estudar á noite já cansado” diz Maico.

  Maico está certo, a realidade dele não é diferente da maioria dos estudantes que trabalham. Vejam o que diz Alexssandro R. Vanin, estudante da escola Dr. Tufi Dippe, em Joinville/SC: “Além de ter os estudos prejudicados também perdemos grande parte do nosso tempo que poderíamos gastar na nossa formação e lazer.”

É CLARO QUE TRABALHAR TÃO CEDO NÃO É MUITO SAUDÁVEL, MAIS PORQUE ESSES JOVENS TÊM QUE TRABALHAR?

  A maioria deles são filhos de trabalhadores explorados pelos patrões e pelo sistema capitalista, esses trabalhadores nem sempre dão conta de sustentar sozinhos suas famílias então tem de pedir ajuda aos seus filhos. Esta é uma das causas, mas também há o desejo do jovem de ter dinheiro para ir ao cinema, para comprar os vários produtos disponíveis no mercado, enfim, para ter acesso ao lazer e a cultura, estes dois que são de responsabilidade do governo que tem de garantir que os jovens tenham uma vida digna, mas não o faz.

  Os filhos dos ricos, dos patrões, não precisam trabalhar logo na adolescência, os seus pais garantem que eles tenham um ensino de qualidade numa escola particular e que possam comprar todos os direitos que o governo não garante. Ainda mais agora na hora em que o governo dá bilhões para salvar os patrões da crise e de ficarem um pouco menos ricos.

  Já os filhos de trabalhadores: “Trabalho de segunda á sexta das 13 h até as 19 h e de sabádo das 7h até as 13h, na semana estudo das 7:20h até as 11:30 h, não tenho tempo para nada!” Alexssandro Vanin.

DE QUEM É A CULPA POR ESTA SITUAÇÃO?

  Em primeiro lugar é do sistema capitalista, baseado na propriedade privada dos meios de produção e na busca pelo lucro. Sociedade que é a raiz das diferenças de classes e da pobreza.

  Em segundo é do governo que não investe na educação e não garante um futuro para a juventude.

  Precisamos unir a juventude na luta por uma sociedade mais justa e por uma educação de qualidade. A única saída é o socialismo, sociedade baseada na propriedade coletiva e na igualdade.

Iago Paqui- Vice-presidente da Ujes (União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas) e militante da Esquerda Marxista

A Juventude e o trabalho precoce

domingo, 29 de novembro de 2009

Vídeo sobre a UJES Joinville 2009

A União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas(Ujes) é uma entidade estudantil fundada em 1964 na cidade de Joinville, foi cassada em 1965 pela ditadura e teve sua refundação em 85 por vários grêmios estudantis da cidade.

Como entidade dos estudantil tem agido como um verdadeiro sindicato de estudantes, jogando um papel fundamental nas batalhas da classe trabalhadora, com uma concepção clara que apenas organizados poderemos mudar a sociedade em que vivemos.

Por isto a Ujes está sempre presente nas lutas da juventude e dos trabalhadores de Joinville, com suas faixas e panfletos, chamando a luta e agitando a organização dos estudantes, em grêmios estudantis livres, que sirvam como verdadeiros sindicatos estudantis, que organizem, eduquem e agitem.

Tem como bandeiras fundamentais:
  • Educação pública gratuita e de qualidade para todos.
  • Organização de grêmios livres em toda escola.
  • Passe-livre já.
  • Acesso a cultura diversão e arte a todo jovem.
  • Um futuro de verdade para a juventude.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Grêmios e Projetos Revolucionários!


Johannes Halter de Oliveira

 

  O que demonstra o compromisso do grêmio com os estudantes em suas lutas pode ser descrito em 2 pontos essenciais: 1º O programa político que ele assume, sua plataforma de reivindicações. Resultando em que posições ele defende na prática diária. 2º Os seus projetos, o resultado de seu programa político, as propostas de ação para os estudantes.

  Tendo isto em vista observamos o desenvolvimento de vários grêmios “malhação”, que agem como na novela, não tem um verdadeiro programa político de luta e assim desenvolve seus projetos, como voluntarismo, pintando a escola, fazendo rifas para as direções escolares, dando aulas de reforço, sendo financiados pelas direções.

  Deste modo além de não cumprirem o seu verdadeiro papel, de organizar e conscientizar, estes grêmios fazem o papel que é do estado! Precisamos de verdadeiros grêmios livres e de luta! Mantidos unicamente pelos estudantes.

  O grêmio estudantil do Presidente Médici(Joinville/SC) organizou cinemas e palestras que conscienzassem os estudantes. Esse é um projeto revolucionário, que difere o grêmio estudantil do Médici dos outros. Pois seu foco é a luta dos estudantes.

  Desenvolvem seus projetos tendo em vista unicamente os estudantes e a classe trabalhadora. Apenas sendo financiados pelos próprios estudantes, pois acreditam que quem paga a banda escolhe a música. Assim seus projetos são organizados de forma livre e de luta.

  Seu objetivo principal é a luta pela educação pública gratuita e de qualidade para todos, o passe-livre e o socialismo. Através de projetos e ações revolucionárias, cumprindo verdadeiramente seu papel de organizar e conscientizar a todos os estudantes para suas lutas.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

É hora de barrar o aumento da tarifa do transporte em São Paulo!

POR UM TRANSPORTE PÚBLICO DE VERDADE:
NÃO ACEITE O AUMENTO DA TARIFA E
VENHA PARA A RUA SE MANIFESTAR!



Recentemente o prefeito Gilberto Kassab começou a declarar na televisão, no rádio e para os diversos jornais que o aumento da tarifa dos ônibus é algo inevitável. Ao que tudo indica isto foi aceito pelos meios de comunica¬ção que se preocupam agora apenas em es¬pecular qual será o novo valor, previsto para janeiro de 2010, algo entre R$ 2,50 e 2,80.

Mas e quem pega ônibus todo dia? Não tem nada a dizer sobre isto? Te perguntaram al-guma coisa? Acha natural que o ônibus au¬mente? Também acha que é inevitável?

Todo ano lemos nos jornais que os em¬presários pressionam a prefeitura para aumentar as passagens, para que possam continuar a lucrar. Cada um desses aumen¬tos faz com que milhares de pessoas não possam usar os ônibus por não ter dinheiro para pagar a tarifa. Se o transporte é um direito do cidadão, não pode ser pensado en¬quanto lucro das empresas, mas sim como uma necessidade básica da população. Se ir e vir é um direito, o ônibus não deveria sequer ter tarifa.

Eles tentam nos convencer que é impossível barrar o aumento justamente porque eles sabem que nós podemos evitá-lo. Aconte¬ceu em Florianópolis e em Vitória em 2005, quando a população dessas cidades barrou aumentos de tarifa. Em 2006, em São Paulo, mais de 2 mil pessoas saíram às ruas contra o aumento. É isto que as autoridades querem evitar, mas não vão!

O governo e a prefeitura investem na cons-trução de pontes, túneis e na ampliação da Marginal, o que só beneficia os carros par¬ticulares. E direciona os investimentos em transporte coletivo não para os interesses do conjunto da população, mas apenas para algumas áreas da cidade: das muitas obras que serão construídas na cidade, por conta da Copa de 2014, grande parte está dire¬cionada para a região sudoeste, com duas linhas de metrô (Linha 4-Vila Sônia e Linha 17-Morumbi). As linhas prometidas para as outras regiões da cidade, como a Zona Leste, além de serem de uma qualidade inferior ao metrô (um sistema de monotrilho), têm pra¬zos maiores de entrega e ainda estão em projeto. A verdade é que o poder público nos entende apenas como trabalhadores que têm que chegar aos seus locais de trabalho e não como pessoas com o direito de se movimen¬tar pela cidade. Enquanto isso continuar, va¬mos seguir espremidos nos ônibus e metrôs, pagando cada vez mais caro por isso. Lutar contra o aumento é um primeiro passo para dizer que não aceitamos essa situação.

O conjunto da população pode e vai barrar este aumento!

Ato contra o aumento: quinta-feira 26/11

Concentração às 16h no teatro municipal
Saída em passeata às 17h30


Barrar o aumento será inevitável!
Rede Contra o Aumento da Tarifa


contraoaumento@yahoo.com.br

Reunião após o ato: sábado 28/11 às 15h30
Espaço Ay Carmela
Rua das Carmelitas, 140 - metrô Sé

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

GOVERNO SERRA COBRA TAXAS NAS ESCOLAS E IMPEDE A MOBILIZAÇÃO ESTUDANTIL


Fábio Ramirez 
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O governo do PSDB e seus aliados no Estado de SP têm organizado uma verdadeira jornada contra a livre organização do movimento estudantil nas escolas estaduais, além de permitir a ilegal cobrança de taxas no ensino público.
 

A direita não perde tempo: utiliza-se de todos os mecanismos para impedir que os trabalhadores e a juventude lutem por melhor qualidade de vida, por mais educação, saúde e trabalho. O governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB), nobre representante dessa linhagem, cumpre a regra e ataca a educação pública e gratuita bem como os jovens.

O Secretário de Educação do Estado de SP, Paulo Renato, tucano da era FHC, tem orientado as diretorias e os coordenadores a impedirem a livre organização dos estudantes. Disfarçando-se atrás de uma fachada democrática, a Secretaria de Educação tem orientado aos diretores que eles mesmos, através da administração da escola, montem o grêmio estudantil, escolhendo os seus membros e o que eles podem ou não fazer, e desta forma impedir que o movimento estudantil se organize por si só.

O Grêmio formado pela direção da escola tem um claro objetivo: se tornar o braço da administração no meio dos estudantes.

Leia Mais Clicando AQUI!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Realizado o Congresso da Ujes.


No dia 24 de novembro, na escola Presidente Médici, foi realizado o 14° congresso da UJES.

Reunindo estudantes das escolas Tufi Dippe, Presidente Médici, Paulo Medeiros, Juracy Brosing e João Rocha, representando cerca de 5 mil estudantes. O congresso da União Joinvilense dos estudantes secundaristas (UJES) afirma seu compromisso de luta pela escola pública gratuita e de qualidade e pelo socialismo.



Histórico da UJES

A Ujes foi fundada em 1963, para defender os interesses dos estudantes secundaristas. Com o golpe militar de 1964, a entidade foi impedida de funcionar. Seus dirigentes foram perseguidos e sua sede tomada. Os grêmios estudantis foram substituídos por centros cívicos, que eram atrelados as direções das escolas e por isso impediam os estudantes de lutar.

Em 1986, a Ujes foi reconstruída, estudantes das escolas Tufi Dippe, Celso Ramos, Rui Barbosa, CIS, Presidentes Médici e Jorge Lacerda reorganizaram a UJES, convocando seu congresso de re-fundação.



Decisões do Congresso

O congresso discutiu a pressão feita pelas direções das escolas para organizar os grêmios. Segundo os estudantes, as direções querem organizar grêmios para cobrar as taxas, pintar a escola ou reformá-la, para dar aula de reforço ou até no lugar dos professores. “Isso é um absurdo!”, afirma Mayara Colzani, “querem transformar os grêmios em centros cívicos. Despolitizados e sem nenhum compromisso de luta”.

A Ujes definiu sua concepção de grêmio como um sindicato. Isso significa que seus projetos são voltados à conscientização, organização e a mobilização. “Devemos mostrar a todo o estudante que a única saída é a organização e a luta”, afirma Johannes Halter. Para ele, não podemos pagar taxas, nem arrecadar dinheiro para escola, “isso significa deixar o governo agir livremente dando nosso dinheiro aos bancos”.

O congresso elegeu a nova diretoria e aprovou uma noção contra a guerra e contra o golpe de Honduras. Segundo Iago Paqui, “a Ujes é um organização que defende o direito de cada povo escolher seu futuro. Não podemos concordar com o golpe de Honduras e nem com a guerra no Haiti.”




segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mais um Grêmio de Luta!

Na Escola Conselheiro Mafra, os banheiros a quadra de esportes e a cozinha estão interditados por estarem sem condições de uso. Esse problema, não é um problema somente do conselheiro Mafra, mas de muitas escolas de Joinville.


A falta de verbas nas escolas públicas está as deixando caírem aos pedaços. O governo tem jogando milhões nas mãos de banqueiros, dinheiro que poderia ser investido nas escolas, saúde, emprego.

Por esse motivo os estudantes do Conselheiro Mafra, que no último dia 2 de junho organizaram sua assembléia geral - para a fundação e aprovação do estatuto de seu grêmio estudantil, devem organizar-se contra a destruição da escola pública!

A reunião marcou o início de uma mobilização, dizem os estudantes. Como disse a estudante Ana Paula Mendes, 14 anos: “eu vou participar do grêmio por uma escola melhor!”. A coordenadora da reunião, Ana Luiza Hemb, deixou claro quais serão os próximos passos: “organizar a chapa e construir um grêmio estudantil para lutar pelos estudantes.”

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Sindicato dos Estudantes



Grêmio estudantil organiza-se como sindicato de estudante

“Quem organiza essa manifestação é o sindicato dos estudantes: o grêmio estudantil do Médici.”, Foi às palavras de Johannes Halter, 17 anos, presidente do Grêmio estudantil do colégio Presidente Médici, ao iniciar a paralisação de sua escola. Suas palavras expressam o que pretende o grêmio estudantil, no qual participa. Como verdadeiros sindicalistas, fazem piquete na porta da escola, organizam formação com os estudantes e tem como objetivo principal desenvolver a “consciência de classe” dos estudantes.

Como diz Iago Paqui, vice-presidente do grêmio estudantil: “precisamos mostrar para cada estudante, que a maioria que estuda em escola pública é filho de trabalhador. Operários. Que o capitalismo lhe tira o direito a uma vida digna e a um futuro. Não lhe concedendo o direito a educação e ao lazer.” Para eles esse é o papel do grêmio estudantil. Organizar a luta dos estudantes por suas reivindicações seja pela: escola pública, pelo passe-livre e pelo socialismo.

O capitalismo esgotou todas as possibilidades de um futuro para a juventude. E o socialismo é: a sociedade, em que os meios de produção- fábricas e terras- estarão a serviço de todos, não de uma minoria que suga o sangue dos trabalhadores para sustentar seus privilégios – explica Halter.

No dia 15, 18 e 19 o grêmio estudantil do Médici esteve sempre presente nas manifestações.

Um Pouco do Histórico

Em 1948, foi fundada UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), fruto da luta do movimento secundarista que já vinha organizando-se desde década de 30. No estado de São Paulo e do Rio de Janeiro os estudantes organizavam a luta pela meia-passagem e pela meia-entrada. Nesses estados formaram-se entidades municipais e estaduais dos secundaristas, a partir dos grêmios estudantis.

Desde então, o movimento secundarista tem mostrado uma grande disposição para a luta. Na década de 50, o movimento secundarista fez manifestações contra o envio de tropas à Coréia. Também participou do combate a ditadura militar e do fora Collor. Nos últimos tempos, seu papel tem sido muito importante nas lutas associadas ao transporte. Por todo o país, os secundaristas são os que mais têm participação nas mobilizações.

Nossa Época

Hoje, as ONGs, Diretoras de escola orientadas pelos governos e a Mídia tem uma concepção diferentes dos estudantes do Médici que seguem a tradição revolucionária dos secundaristas. Eles ajudam os estudantes a formarem grêmios para organizarem Rifas, pintarem a escola, dar aulas de reforço – ou até aulas no lugar de professores!


Os grêmios organizados dessa forma pelas ONGs e pelas diretoras não organizam os estudantes para combater a raiz dos problemas, que é a falta de verbas. Em nenhuma escola com esse perfil de grêmio estudantil é feito o debate, que no tempo atual, por exemplo, o governo está retirando milhões dos cofres públicos para dar aos bancos, enquanto a educação pública cai aos pedaços. Isso seria um importante debate. Afinal, precisamos discutir com os estudantes. Por que pagar a rifa e fazer todas aquelas campanhas de arrecadação de fundos para a escola, se nós pagamos impostos? Poderíamos fazer um ato na frente da Secretária da Educação, exigindo verbas, por que não? Aí temos um problema, um grande! Que é o fato de a diretora estar na escola a mando do governo e as ONGs receberem dinheiro dos governos. Eles não podem entrar em choque com seus patrões. Logo não podem organizar Grêmios de luta.


Um Sindicato ou uma ONG?

O grêmio estudantil do Presidente Médici tem demonstrado qual é o verdadeiro papel de um grêmio estudantil. Conscientizar os estudantes para a luta pelos seus direitos e por uma sociedade socialista.
Devemos desenvolver esse debate em todas as escolas que participaram dos atos contra o aumento da passagem. A luta ganhará cada vez mais força quando todos os estudantes secundaristas de Joinville estiverem com seus grêmios organizados, como os seus instrumentos de organização da luta pelo passe-livre e pelo socialismo!


VIVA OS ESTUDANTES DO MÉDICE E SEU GRÊMIO: O SINDICATO DOS ESTUDANTES!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Grêmios Livres pelo passe-livre e pelos direitos dos estudantes.



A educação publica passa por sérios problemas em quase todo o mundo. A falta de investimentos na educação por parte dos governos tem gerado escolas desestruturadas e professores mal remunerados, o ambiente escolar se tornou um lugar inapropriado para o estudo e em alguns casos os alunos têm dificuldades para chegar a escola. Esses problemas podem ser notados principalmente em países capitalistas e subdesenvolvidos como o Brasil, o descaso com a educação pública gera na maior parte desses países, graves problemas sociais.

No Brasil, o que parece ser o maior problema no momento é o transporte público, pois poucas cidades fornecem passe-livre aos estudantes, assim os filhos de trabalhadores, pessoas humildes que só sonham com um futuro melhor para os seus filhos são obrigados desembolsar uma grande parte do seu parco salário para pagar o lucro das empresas de ônibus. Nessas condições não estaria sendo negado aos estudantes mais pobres o livre acesso a educação?Para garantir que os estudantes tenham o livre acesso a educação primeiramente os alunos devem chegar ao colégio, sem passe livre como um filho de um trabalhador que mora distante da escola poderá estudar?Além do problema do transporte ainda há a má remuneração e más condições de trabalho a que os profissionais do ensino são submetidos, esses trabalhadores são obrigados a ceder a maior parte de seu tempo que poderia estar sendo dedicado ao lazer, ao descanso, e a claro, preparar as aulas, para dar aula em três turnos em ambientes sem qualquer estrutura para o estudo, e no final do mês não receberem se quer, o piso salarial estabelecido por lei.

A falta de estrutura no ensino público tem muitas causas, mas tem um principal culpado e esse é o interesse privado, pois o capitalismo é um sistema que preza o lucro, e a escola pública não gera lucro. Diante desses problemas os estudantes têm uma arma para lutar por uma escola pública de qualidade, pelos direitos dos estudantes e contra o capitalismo, essa arma são os grêmios estudantis livres!O grêmio estudantil é o sindicato dos estudantes, é a entidade que organiza os alunos na luta pelos seus direitos, só com grêmios livres é que os estudantes poderão reivindicar os seus direitos, só organizados numa entidade combativa e de oposição ao sistema capitalista é que poderão lutar.

Os grêmios estudantis da E. E. B. Presidente Médici e de outras escolas de Joinville, SC com militantes da Juventude Revolução se tornaram verdadeiros grêmios de luta, pois são grêmios de oposição ao capitalismo, grêmios que lutam pelo passe – livre,pela escola pública de qualidade,pelo fim do vestibular e vagas para todos nas universidades públicas,grêmios de luta e socialista!

Nos países capitalistas, provavelmente as escolas não alcançaram um padrão de qualidade para todos, pois enquanto houver o interesse privado, a classe trabalhadora sofrera as conseqüências de um sistema econômico falido. Organizar-se é a melhor forma de vencer esse sistema e lutar pelos nossos direitos, os estudantes tem de se organizar e lutar, se não, tudo continuara a ser o mesmo, e para os trabalhadores só restara o nada e a miséria.

Iago S. S. Paqui.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

SECUNDARISTAS DE JOINVILLE REALIZAM CONGRESSO


O décimo terceiro congresso da União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas, realizado no último dia 29 de março, aprovou um plano de lutas para a juventude de Joinville, adotou um estatuto adaptado à realidade e à necessidade dos secundaristas. O congresso estudantil também elegeu uma nova diretoria para mandato de um ano, tendo como presidente o estudante João Diego Leite, membro da Juventude Revolução e matriculado na escola profissionalizante RTI.

Na base da participação direta e dinâmica de quarenta delegados escolhidos nas escolas de Joinville, somente uma chapa se apresentou ao congresso, composta de estudantes da Juventude Revolução, da Juventude Socialista, Esquerda Socialista e independentes.

O décimo terceiro congresso dos estudantes secundarista da Manchester Catarinense concluiu no acontecimento que a formação política da juventude deve ser uma prioridade da entidade, assim como o estreitamento de laços com os trabalhadores da educação, com quem convivem diariamente, e também com as entidades representativas dos trabalhadores e da população em geral.

Mas a prioridade número um da UJES tem que ser a construção dos grêmios livres nas escolas e a luta pelo passe livre, com a estatização do transporte coletivo, e a defesa da educação pública, laica, gratuita e de qualidade, alerta o presidente eleito João Diego Leite.

Segundo o novo presidente, a nova diretoria eleita reunir-se-á em quinze dias para planejar e organizar as atividades e políticas decididas pelo congresso.

Jornal O ARROTO