quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Manifestação contra o aumento da tarifa ocupa ruas de SP

ATO CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM EM SÃO PAULO É REPRIMIDO PELA POLÍCIA

Na última quinta-feira, 07 de janeiro, realizou-se na cidade de São Paulo um ato contra o absurdo aumento da tarifa de ônibus de R$ 2,30 para R$ 2,70. A concentração foi em frente ao Teatro Municipal e a manifestação seguiu até o Terminal de ônibus do Parque Dom Pedro, região central da cidade.

No total haviam cerca de 300 participantes, um número razoável diante da manobra do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em aplicar o aumento no primeiro dia útil do ano, em meio às férias, o que dificultou a mobilização principalmente dos estudantes. A Esquerda Marxista e a JR estavam presentes com faixas e distribuindo panfletos com uma declaração (clique aqui para ler).

Próximo ao terminal a polícial impediu que a manifestação prosseguisse, houve confronto. Com toda a truculência que os movimentos sociais já conhecem (vale lembrar da invasão do campus da USP pela polícia militar em 2009), a PM foi pra cima com cacetetes, gás de pimenta, bombas de gás e balas de borracha. Manifestantes foram presos. Essa é a verdadeira função desse aparato repressor do Estado, garantir os interesses da burguesia, seus lucros e a propriedade privada, atacando as ações dos trabalhadores e da juventude que contrariem a lógica capitalista.

Nova manifestação está marcada para o dia 14/01. É hora do povo tomar as ruas pra barrar esse aumento!

Fotos da manifestação contra o aumento na tarifa do transporte público (ônibus) em São Paulo capital. O ato ocorreu dia 08/01/2010. -> veja matéria


















UJES - No caminho certo


O vídeo acima mostra um pouco da história e das principais atividades realizadas em 2009 pela União Joinvilense de Estudante Secundaristas, a UJES.

Fundada em 1964, foi impedida de funcionar pela ditadura militar em 1965, voltando a suas atividades apenas em 1986.

A UJES têm como objetivo conscientizar, organizar e mobilizar os estudantes secundaristas na defesa dos seus interesses e das bandeiras históricas do movimento estudantil, agindo como um verdadeiro sindicato dos estudantes.

Como suas principais bandeiras estão a luta pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pelo passe-livre estudantil, pelo acesso do jovem a cultura, diversão e arte e por um futuro de verdade para a juventude.

Por Veiga,
Militante da Juventude Revolução da Esquerda Marxista

sábado, 9 de janeiro de 2010

Queremos Qualidade e Vagas para Todos!



Banda Subversivos - Abaixo o Vestibular

A universidade deve pintar-se
de negro, mulato, operário e camponês!
A educação é um direito, pois todo estudante
conclama a sua vez!

Ou o povo invadirá e pintará
com as cores que quiser!
Por vagas iguais a todos!
Essa é a bandeira onde ela estiver!

LIVRE ACESSO À EDUCAÇÃO,
LUTAR PARA GANHAR!
A PALAVRA DE ORDEM É
ABAIXO O VESTIBULAR! [ 2X ]

No conhecer há um latifúndio,
com cercas lucrativas que juntos vamos romper!
E quem não paga é excluído,
por que pro empresário sem dinheiro não tem vez!

Sustentamos uma máfia de cursinhos,
diga não a esse funil!
Pois nossa luta pelo livre acesso
cresce em todo Brasil!


Web Site da Banda: http://www.subversivos.com/

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Petróleo 100% estatal!

CONSTRUIR A ALIANÇA OPERÁRIA E ESTUDANTIL

POR UM PETRÓLEO 100% ESTATAL

Após 60 anos do poderoso movimento “O Petróleo é nosso” - que impôs a lei 2004/53 que conquistou o monopólio da União na exploração do petróleo e criou a Petrobrás - a luta pela soberania das riquezas naturais e os rumos do nosso petróleo voltam à pauta do movimento operário e estudantil.

Em agosto de 1997 a burguesia dá mais um golpe nos trabalhadores brasileiros com a lei 9.478, assinada por FHC. Essa lei derrubava o monopólio da exploração e produção do petróleo pela Petrobrás e iniciava a privatização através das concessões e dos leilões.

Dez anos depois a Petrobrás começava a anunciar os novos campos petrolíferos na região do Pré-sal, e já tem confirmado uma reserva 80 bilhões de barris de petróleo, podendo chegar a mais de 100 bilhões de barris. Para se ter uma idéia da importância deste tema observe-se que a reserva total do Brasil antes do pré-sal era de 14 bilhões de barris. Cada barril chegou a valer US$ 140 no período pré-crise, e hoje gira em torno de US$ 68 o barril. É muito dinheiro e isso desperta a cobiça dos capitalistas que tem utilizado o Estado e o parlamento para aprovar leis que lhes permitam meter a mão nessa riqueza.

Desde o anuncio do Pré-Sal três projetos de leis já foram apresentados sobre a exploração do petróleo. O projeto direto dos capitalistas, que avança na privatização da Petrobrás e a coloca o Pré-sal nas mãos da burguesia internacional; o projeto do governo que cria a PetroSal, uma agência reguladora que tem a mera função de regulamentar a concessão e os leilões do petróleo, estabelecendo que somente 30% do présal deve ser exclusivamente explorado pela Petrobrás, ficando o restante aos capitalistas; e o projeto dos Movimentos Sociais, que defende uma Petrobrás 100% estatal e pública, pondo fim aos leilões, retomando as áreas já leiloadas, reestabelecendo o monopólio estatal na exploração, produção e comercialização do petróleo, com a destinação dos lucros em benefício do povo trabalhador.

A UNE-UBES até agora vai caminhando no caminho errado e defendendo o projeto do governo levanta uma esquisita bandeira que diz “50% do présal para a educação”, com o objetivo de criar a idéia de com isso teremos dinheiro para a educação, escondendo assim que o governo já destinou só em 2009 R$ 318 Bi para os empresários “enfrentarem” a crise, e ainda R$ 125 Bi de juros da dívida pública, enquanto a educação recebeu só R$ 48 Bi. A bandeira de luta da UNE-UBES deve ser pelo fim do repasse de dinheiro público aos empresários, investimentos massivos na educação, e Petrobrás 100% pública com os lucros destinados 100% às necessidades do povo!

COMO ORGANIZAR A LUTA?

Construindo Comitês em defesa da Petrobrás 100% pública em aliança com os trabalhadores e a juventude para pressionar que as entidades e organizações saiam às ruas para impor a aprovação do projeto dos Movimentos Sociais retomando o monopólio estatal do Petróleo 100% público.

sábado, 2 de janeiro de 2010

AS CONDIÇÕES DE TRABALHO E O PROCESSO DE ADOECIMENTO DOS TRABALHADORES DOCENTES


Rosangela Soldatelli

Artigo que traz uma análise de fundo sobre as condições de trabalho sob o sistema capitalista e, mais especificamente, dos trabalhadores docentes da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis.

Este artigo traz uma reflexão sobre o trabalho numa concepção marxista. Procura discutir como o homem se materializa através dele, fazendo um paralelo entre o trabalho desenvolvido dentro das fábricas com o trabalho desenvolvido pelos professores de escolas públicas.

Este trabalho, que na sociedade capitalista está associado diretamente à acumulação do capital, degrada vidas e famílias, destrói o meio ambiente, a saúde de homens e mulheres. E é neste contexto que o artigo também quer avaliar como as condições de trabalho têm interferido no processo de adoecimento dos trabalhadores, destacando em especial os professores.

Com o objetivo de exemplificar nossa discussão, vamos utilizar como foco os professores do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Florianópolis. E, em sendo trabalhadores do serviço público, este artigo discute também o papel do poder público na sociedade capitalista.

Buscaremos resgatar o que as leis trazem sobre condições de trabalho, quais deveriam ser essas condições e como realmente estão. Apontar quais lutas os professores desenvolveram através do seu sindicato para melhorar essas condições, não esquecendo que é impossível estudar o trabalhador docente hoje, sem entendê-lo dentro da sociedade capitalista, sociedade de divisão de classes, de exploração da força de trabalho. E mais, qualquer discussão, cujo objetivo seja superar os problemas enfrentados por esses trabalhadores, precisa necessariamente ser acompanhada de discussões que apresentem perspectivas de superação dessa sociedade onde esse trabalhador está inserido.

Introdução

A saúde do trabalhador, em especial do trabalhador público, tem despertado o interesse e preocupações em especialistas das áreas de saúde, psicologia e trabalhista. Nesse contexto de trabalhador público, os professores têm merecido foco de pesquisas e atenção tanto no Brasil como fora dele.

Direcionando nosso olhar para o trabalhador professor de escola pública, poderemos distinguir dois caminhos distintos de pensamento: se é um professor descrevendo, ele se verá como um trabalhador que adoece mais que todos os outros, que sofre pressões psicológicas e emocionais mais que qualquer outro, com direitos trabalhistas piores que os outros, e principalmente, não se contextualiza na sociedade capitalista, e, portanto, não sofre todas as conseqüências dessa relação.

Se a descrição for feita por alguém que não é professor, alguém que olha a escola de fora, não entende porque tanto sofrimento. Não tem o patrão do lado, não sofre exploração do trabalho, passa o dia com crianças que é algo positivo, enfim, não entende porque tanto sofrimento, tantos afastamentos médicos, tantas readaptações.

Este artigo quer dialogar sobre o trabalho realizado em uma fábrica com o trabalho realizado por um professor de escola pública, pois ambos trabalhadores estão adoecendo, apesar da forma de trabalho ser aparentemente bem diferente.

Compreender o que aproxima os mais variados trabalhos na sociedade capitalista e como se comporta o poder público nessa relação é fundamental para que possamos entender a exploração da mão-de-obra nesses variados trabalhos e principalmente como buscar saídas.[...]

Leia Mais Clicando AQUI!