- Educação pública gratuita e de qualidade para todos.
- Organização de grêmios livres em toda escola.
- Passe-livre já.
- Acesso a cultura diversão e arte a todo jovem.
- Um futuro de verdade para a juventude.
domingo, 29 de novembro de 2009
Vídeo sobre a UJES Joinville 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
20 de novembro, e depois?

Zâmbia O. dos Santos
O dia 20 de novembro é celebrado o Dia da Consciência Negra em todo o Brasil, em homenagem ao grande general Zumbi de Palmares, que se tornou líder no contexto do Brasil colonial, patriarcal e escravista lutando por liberdade ao lado de negros, índios, mestiços e brancos pobres.
Esta data é comemorada atualmente, pois foi uma conquista dos movimentos sociais especificamente o negro, infelizmente é somente neste momento em que a sociedade reconhece as inúmeras contribuições da cultura africana.
E entre os discursos inflamados dos pesquisadores e ativistas negros ouve-se que a condição para a exploração do negro foi à cor de sua pele, e na realidade isto não passa de um grande equivoco, precisamos estar cientes de que a escravidão não ocorreu com os povos africanos pelo fato deles serem negros, e sim porque foram convertidos na condição de mercadorias por um sistema que admitia o direito de propriedade ao corpo humano, e esse sistema que era vigente na Europa do séc. XVIII é o mesmo sobre o qual vivemos hoje, o capitalismo.
Porém o regime escravista foi uma das maiores contradições do capitalismo, pois como num sistema onde todos eram livres para participar do mercado ativamente, onde o Estado não mais podia dizer quem têm direito de compra e venda, onde a força de trabalho passa a ser considerada um bem inerente ao operário e que é ofertada ao patrão em busca de uma liberdade maior – maior poder de consumo - seja permitido que pessoas tenham suas liberdades feridas, seu “trabalho” e suas vidas vendidas sem que houvesse seus consentimentos?
Surge então a explicação perfeita: - Os negros são seres sem alma, desprovidos de intelecto, e Deus deu ao homem BRANCO, o poder e soberania sobre os outros seres (animais), inclusive sobre o ser negro.
O racismo cientifico foi a forma de tornar a escravização um fato aceitável e baseada nela surgiram diversos estudos que buscavam comprovar a teoria da inferioridade da suposta “raça negra” . Estudos que foram reforçados com a teoria evolutiva de Darwin, surgiram então, teorias que supunham um maior elo dos negros com os primatas, como uma raça inferior ao homo sapiens que ficou isolada nos confins áridos e exóticos da África, seriam eles raças, assim como as muitas outras raças que surgiram a partir destas crenças, 3, 4 12, 16, 29, varias formas de classificações eram propostas pelos “cientistas”.
A craniometria foi um dos estudos que marcou a busca cientifica pela degeneração da “raça negra”, estudos a respeito das medidas dos crânios de asiáticos, africanos, americanos e europeus, buscavam provar a superioridade da “raça ariana”. No Brasil Nina Rodrigues e outros seguiam com estudos em busca da comprovação da interioridade do negro. Durante cerca de meio século houve a freqüente desmoralização do negro.
E mesmo agora com as descobertas cientificas que provam que a raça humana é monotípica - raça da qual todos os indivíduos fazem parte – de que as diferenças entre os seres humanos não passam, de características físicas superficiais que correspondem a uma fração ínfima da carga genética humana, o racismo perdura.

Ele está intrínseco na sociedade, em pequenas coisas, em frases feitas, em conceitos pré concebidos, e a luta para reverter esse quadro será e é longa, mas em busca de uma forma de obter acesso rápido e desesperado a tão desejada igualdade étnica, muitos intelectuais e movimentos sociais históricos têm caído no canto da sereia das cotas raciais, cotas essas que inicialmente se aplicam para a inserção nas universidades – sem se preocupar em criar mais vagas – que nós sabemos que quando totalmente aceitas são apenas o primeiro passo para a aprovação do estatuto da igualdade racial.
O fato é que em meio ao reformismo esqueceu-se que muito se não tudo a respeito da atual situação de inferioridade dos negros se dá devido à disparidade econômica existente no Brasil e no mundo hoje, em palavras claras, se dá pela luta de classes.
Porque o negro que não tem acesso ao ensino superior hoje, não é o negro que mora em apartamento na área nobre da cidade, que estudou em escolas de qualidade, que freqüenta as lojas de marca e que desfila no seu carro do ano, o negro que não tem acesso à universidade é aquele mora nas periferias, que estudou em uma escola defasada do estado, superlotada e depredada, que não tem acesso a saneamento básico e ao lazer e que anda nos ônibus superlotados e em condições precárias, e este mesmo negro mora ao lado de um branco que estudou na mesma escola e que todo o dia partilha do mesmo sofrimento.
Lutar por um dispositivo do estado que segregue a classe trabalhadora não irá resolver nossos problemas, longe disso, apenas beneficia as grandes corporações, que terão os sindicalistas preocupados em brigar entre si por migalhas ao invés de unirem-se por uma causa única.
Defendemos um ensino publico gratuito e de qualidade para todos em todos os níveis sociais e de todas as cores, desde a base da educação ate o nível superior, lutamos por políticas publicas de qualidades, que desta forma atingirão tanto negros quanto brancos, marginalizados e destituídos dos serviços públicos.

É preciso compreender que a luta contra o racismo é também a luta contra o sistema capitalista, e não é criando uma pequena burguesia negra que iremos acabar com a discriminação, devemos fazer nossas as palavras de Steve Biko, líder negro morto por seus ideias que um dia disse que “racismos e capitalismo são duas faces de uma mesma moeda”.
Mais informações acesse www.mns.com.org.br
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
DACS é pra lutar! e as eleições

terça-feira, 24 de novembro de 2009
Grêmios e Projetos Revolucionários!

Johannes Halter de Oliveira
O que demonstra o compromisso do grêmio com os estudantes em suas lutas pode ser descrito em 2 pontos essenciais: 1º O programa político que ele assume, sua plataforma de reivindicações. Resultando em que posições ele defende na prática diária. 2º Os seus projetos, o resultado de seu programa político, as propostas de ação para os estudantes.
Tendo isto em vista observamos o desenvolvimento de vários grêmios “malhação”, que agem como na novela, não tem um verdadeiro programa político de luta e assim desenvolve seus projetos, como voluntarismo, pintando a escola, fazendo rifas para as direções escolares, dando aulas de reforço, sendo financiados pelas direções.
Deste modo além de não cumprirem o seu verdadeiro papel, de organizar e conscientizar, estes grêmios fazem o papel que é do estado! Precisamos de verdadeiros grêmios livres e de luta! Mantidos unicamente pelos estudantes.
O grêmio estudantil do Presidente Médici(Joinville/SC) organizou cinemas e palestras que conscienzassem os estudantes. Esse é um projeto revolucionário, que difere o grêmio estudantil do Médici dos outros. Pois seu foco é a luta dos estudantes.
Desenvolvem seus projetos tendo em vista unicamente os estudantes e a classe trabalhadora. Apenas sendo financiados pelos próprios estudantes, pois acreditam que quem paga a banda escolhe a música. Assim seus projetos são organizados de forma livre e de luta.
Seu objetivo principal é a luta pela educação pública gratuita e de qualidade para todos, o passe-livre e o socialismo. Através de projetos e ações revolucionárias, cumprindo verdadeiramente seu papel de organizar e conscientizar a todos os estudantes para suas lutas.
sábado, 21 de novembro de 2009
Movimento Negro Socialista (MNS)

Estes companheiros lançaram em agosto de 2005 um apelo por um Movimento Negro Socialista, o qual recebeu mais de 600 adesões em todas as regiões do Brasil. Á partir deste foram realizadas dezenas de reuniões aonde os grupos locais convocaram uma reunião nacional em 13 de maio de 2006. Nesta reunião participaram representantes de 3 estados aonde se constituiu um Comitê por um Movimento Negro e Socialista e uma coordenação foi eleita, a reunião nacional deliberou um plano de luta e campanhas e convocou uma próxima reunião em Brasília por ocasião da Caravana das fabricas Ocupadas em julho de 2006.
Dentre as campanhas deliberadas pela Reunião de 13 de maio, a luta contra o estatuto da igualdade racial ganhou enorme destaque na mídia e nas massas, a firme posição do MNS de combater as políticas de “ação afirmativa” e a política de cotas raciais e constituição de uma frente ampla com intelectuais, artistas, outros movimentos negros, sindicalistas etc. Se constituiu numa referência para os marxistas na discussão e posicionamento na luta pela igualdade e contra as armadilhas das políticas incentivadas pela ONU, ONG’s, Governo.
O MNS esta construindo núcleos de discussão em todo o país e preparando uma grande Reunião nacional no próximo (Período)*, combatendo a discriminação racial e apoiando a luta dos trabalhadores.
Os negros são a maior parcela dos oprimidos no Brasil e nós sabemos que o racismo é uma arma da classe dominante para dividir nossos irmãos trabalhadores, por isso é fundamental que nós nos organizemos para combater aqueles que querem perpetuar o regime da exploração e sua repugnante ideologia racista. A luta contra o racismo é a luta contra a sociedade de classes e portanto contra o capitalismo.
Junte-se a nós, construa um núcleo do MNS em seu bairro, escola, fabrica em sua cidade.
“Racismo e capitalismo são as duas faces da mesma moeda”
Steve Biko, militante negro sul-africano
fundador do Movimento da Consciência Negra
assassinado em 1977 pelo regime de Apartheid
*Parte modificada por nós.
Declaração do site oficial do Movimento Negro Socialista (MNS) http://www.mns.org.br/
