domingo, 29 de novembro de 2009

Vídeo sobre a UJES Joinville 2009

A União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas(Ujes) é uma entidade estudantil fundada em 1964 na cidade de Joinville, foi cassada em 1965 pela ditadura e teve sua refundação em 85 por vários grêmios estudantis da cidade.

Como entidade dos estudantil tem agido como um verdadeiro sindicato de estudantes, jogando um papel fundamental nas batalhas da classe trabalhadora, com uma concepção clara que apenas organizados poderemos mudar a sociedade em que vivemos.

Por isto a Ujes está sempre presente nas lutas da juventude e dos trabalhadores de Joinville, com suas faixas e panfletos, chamando a luta e agitando a organização dos estudantes, em grêmios estudantis livres, que sirvam como verdadeiros sindicatos estudantis, que organizem, eduquem e agitem.

Tem como bandeiras fundamentais:
  • Educação pública gratuita e de qualidade para todos.
  • Organização de grêmios livres em toda escola.
  • Passe-livre já.
  • Acesso a cultura diversão e arte a todo jovem.
  • Um futuro de verdade para a juventude.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

20 de novembro, e depois?



Zâmbia O. dos Santos


O dia 20 de novembro é celebrado o Dia da Consciência Negra em todo o Brasil, em homenagem ao grande general Zumbi de Palmares, que se tornou líder no contexto do Brasil colonial, patriarcal e escravista lutando por liberdade ao lado de negros, índios, mestiços e brancos pobres.

Esta data é comemorada atualmente, pois foi uma conquista dos movimentos sociais especificamente o negro, infelizmente é somente neste momento em que a sociedade reconhece as inúmeras contribuições da cultura africana.

E entre os discursos inflamados dos pesquisadores e ativistas negros ouve-se que a condição para a exploração do negro foi à cor de sua pele, e na realidade isto não passa de um grande equivoco, precisamos estar cientes de que a escravidão não ocorreu com os povos africanos pelo fato deles serem negros, e sim porque foram convertidos na condição de mercadorias por um sistema que admitia o direito de propriedade ao corpo humano, e esse sistema que era vigente na Europa do séc. XVIII é o mesmo sobre o qual vivemos hoje, o capitalismo.

Porém o regime escravista foi uma das maiores contradições do capitalismo, pois como num sistema onde todos eram livres para participar do mercado ativamente, onde o Estado não mais podia dizer quem têm direito de compra e venda, onde a força de trabalho passa a ser considerada um bem inerente ao operário e que é ofertada ao patrão em busca de uma liberdade maior – maior poder de consumo - seja permitido que pessoas tenham suas liberdades feridas, seu “trabalho” e suas vidas vendidas sem que houvesse seus consentimentos?

Surge então a explicação perfeita: - Os negros são seres sem alma, desprovidos de intelecto, e Deus deu ao homem BRANCO, o poder e soberania sobre os outros seres (animais), inclusive sobre o ser negro.

O racismo cientifico foi a forma de tornar a escravização um fato aceitável e baseada nela surgiram diversos estudos que buscavam comprovar a teoria da inferioridade da suposta “raça negra” . Estudos que foram reforçados com a teoria evolutiva de Darwin, surgiram então, teorias que supunham um maior elo dos negros com os primatas, como uma raça inferior ao homo sapiens que ficou isolada nos confins áridos e exóticos da África, seriam eles raças, assim como as muitas outras raças que surgiram a partir destas crenças, 3, 4 12, 16, 29, varias formas de classificações eram propostas pelos “cientistas”.

A craniometria foi um dos estudos que marcou a busca cientifica pela degeneração da “raça negra”, estudos a respeito das medidas dos crânios de asiáticos, africanos, americanos e europeus, buscavam provar a superioridade da “raça ariana”. No Brasil Nina Rodrigues e outros seguiam com estudos em busca da comprovação da interioridade do negro. Durante cerca de meio século houve a freqüente desmoralização do negro.

E mesmo agora com as descobertas cientificas que provam que a raça humana é monotípica - raça da qual todos os indivíduos fazem parte – de que as diferenças entre os seres humanos não passam, de características físicas superficiais que correspondem a uma fração ínfima da carga genética humana, o racismo perdura.

Ele está intrínseco na sociedade, em pequenas coisas, em frases feitas, em conceitos pré concebidos, e a luta para reverter esse quadro será e é longa, mas em busca de uma forma de obter acesso rápido e desesperado a tão desejada igualdade étnica, muitos intelectuais e movimentos sociais históricos têm caído no canto da sereia das cotas raciais, cotas essas que inicialmente se aplicam para a inserção nas universidades – sem se preocupar em criar mais vagas – que nós sabemos que quando totalmente aceitas são apenas o primeiro passo para a aprovação do estatuto da igualdade racial.

O fato é que em meio ao reformismo esqueceu-se que muito se não tudo a respeito da atual situação de inferioridade dos negros se dá devido à disparidade econômica existente no Brasil e no mundo hoje, em palavras claras, se dá pela luta de classes.

Porque o negro que não tem acesso ao ensino superior hoje, não é o negro que mora em apartamento na área nobre da cidade, que estudou em escolas de qualidade, que freqüenta as lojas de marca e que desfila no seu carro do ano, o negro que não tem acesso à universidade é aquele mora nas periferias, que estudou em uma escola defasada do estado, superlotada e depredada, que não tem acesso a saneamento básico e ao lazer e que anda nos ônibus superlotados e em condições precárias, e este mesmo negro mora ao lado de um branco que estudou na mesma escola e que todo o dia partilha do mesmo sofrimento.

Lutar por um dispositivo do estado que segregue a classe trabalhadora não irá resolver nossos problemas, longe disso, apenas beneficia as grandes corporações, que terão os sindicalistas preocupados em brigar entre si por migalhas ao invés de unirem-se por uma causa única.

Defendemos um ensino publico gratuito e de qualidade para todos em todos os níveis sociais e de todas as cores, desde a base da educação ate o nível superior, lutamos por políticas publicas de qualidades, que desta forma atingirão tanto negros quanto brancos, marginalizados e destituídos dos serviços públicos.


É preciso compreender que a luta contra o racismo é também a luta contra o sistema capitalista, e não é criando uma pequena burguesia negra que iremos acabar com a discriminação, devemos fazer nossas as palavras de Steve Biko, líder negro morto por seus ideias que um dia disse que “racismos e capitalismo são duas faces de uma mesma moeda”.


Mais informações acesse www.mns.com.org.br

Seminário "Trabalhadores em Defesa dos Empregos pela (Re) Estatização e Controle Operário"


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

DACS é pra lutar! e as eleições

"É hora de nos Manifestarmos!"

  Como já públicado em matéria ao blog da JR SC os militantes da Juventude Revolução impulsionaram a formação de uma chapa para concorrer a eleição para o Diretório Acadêmico de Comunicação Social da Faculdade Bom Jesus/Ielusc(Joinville), que ocorreram na última segunda feira 23/11.

  Com uma plataforma livre e de luta, houveram debates entre as chapas concorrentes e período de campanha. O resultado foi de 46 votos para a chapa Dacs é pra lutar! sendo que a chapa vencedora obteve 52 votos, com seis votos nulos.

  Em declaração feita no blog da campanha, a chapa diz que "Continuaremos ajudando a impulsionar a organização dos estudantes por suas reivindicações e convidamos todos que nos apoiaram a juntarem-se a nós nessa empreitada. "  E sua primeira contestação deve acontecer contra o reajuste de 5% nas mensalidades da instituição.   

  Isto representa um avanço no combate de todos os estudantes, com uma tática de frente única, baseada nas reivindicações e combates da juventude, o movimento estudantil pode novamente se tornar uma grande ferramenta na luta do povo trabalhador. 

  Como disseram os companheiros da chapa DACS é pra lutar! "É hora de nos Manifestarmos!"

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Grêmios e Projetos Revolucionários!


Johannes Halter de Oliveira

 

  O que demonstra o compromisso do grêmio com os estudantes em suas lutas pode ser descrito em 2 pontos essenciais: 1º O programa político que ele assume, sua plataforma de reivindicações. Resultando em que posições ele defende na prática diária. 2º Os seus projetos, o resultado de seu programa político, as propostas de ação para os estudantes.

  Tendo isto em vista observamos o desenvolvimento de vários grêmios “malhação”, que agem como na novela, não tem um verdadeiro programa político de luta e assim desenvolve seus projetos, como voluntarismo, pintando a escola, fazendo rifas para as direções escolares, dando aulas de reforço, sendo financiados pelas direções.

  Deste modo além de não cumprirem o seu verdadeiro papel, de organizar e conscientizar, estes grêmios fazem o papel que é do estado! Precisamos de verdadeiros grêmios livres e de luta! Mantidos unicamente pelos estudantes.

  O grêmio estudantil do Presidente Médici(Joinville/SC) organizou cinemas e palestras que conscienzassem os estudantes. Esse é um projeto revolucionário, que difere o grêmio estudantil do Médici dos outros. Pois seu foco é a luta dos estudantes.

  Desenvolvem seus projetos tendo em vista unicamente os estudantes e a classe trabalhadora. Apenas sendo financiados pelos próprios estudantes, pois acreditam que quem paga a banda escolhe a música. Assim seus projetos são organizados de forma livre e de luta.

  Seu objetivo principal é a luta pela educação pública gratuita e de qualidade para todos, o passe-livre e o socialismo. Através de projetos e ações revolucionárias, cumprindo verdadeiramente seu papel de organizar e conscientizar a todos os estudantes para suas lutas.

sábado, 21 de novembro de 2009

Movimento Negro Socialista (MNS)


          Símbolo do MNS Baseado na histórica foto do 
              Ato contra o julgamento de Hue Newton líder dos 
 Panteras Negras no EUA em 1969.


          Constituído em 13 de maio de 2006 em São Paulo, o comitê por um Movimento Negro Socialista (MNS) é fruto da discussão entre antigos militantes socialistas e negros preocupados com o rumo da discussão sobre o combate ao racismo, a relação com a luta de classes e a luta pela libertação de todo povo oprimido no Brasil e no mundo.

          Estes companheiros lançaram em agosto de 2005 um apelo por um Movimento Negro Socialista, o qual recebeu mais de 600 adesões em todas as regiões do Brasil. Á partir deste foram realizadas dezenas de reuniões aonde os grupos locais convocaram uma reunião nacional em 13 de maio de 2006. Nesta reunião participaram representantes de 3 estados aonde se constituiu um Comitê por um Movimento Negro e Socialista e uma coordenação foi eleita, a reunião nacional deliberou um plano de luta e campanhas e convocou uma próxima reunião em Brasília por ocasião da Caravana das fabricas Ocupadas em julho de 2006.

          Dentre as campanhas deliberadas pela Reunião de 13 de maio, a luta contra o estatuto da igualdade racial ganhou enorme destaque na mídia e nas massas, a firme posição do MNS de combater as políticas de “ação afirmativa” e a política de cotas raciais e constituição de uma frente ampla com intelectuais, artistas, outros movimentos negros, sindicalistas etc. Se constituiu numa referência para os marxistas na discussão e posicionamento na luta pela igualdade e contra as armadilhas das políticas incentivadas pela ONU, ONG’s, Governo.

          O MNS esta construindo núcleos de discussão em todo o país e preparando uma grande Reunião nacional no próximo (Período)*, combatendo a discriminação racial e apoiando a luta dos trabalhadores.

          Os negros são a maior parcela dos oprimidos no Brasil e nós sabemos que o racismo é uma arma da classe dominante para dividir nossos irmãos trabalhadores, por isso é fundamental que nós nos organizemos para combater aqueles que querem perpetuar o regime da exploração e sua repugnante ideologia racista. A luta contra o racismo é a luta contra a sociedade de classes e portanto contra o capitalismo.

          Junte-se a nós, construa um núcleo do MNS em seu bairro, escola, fabrica em sua cidade.

“Racismo e capitalismo são as duas faces da mesma moeda”

Steve Biko, militante negro sul-africano
fundador do Movimento da Consciência Negra
assassinado em 1977 pelo regime de Apartheid


*Parte modificada por nós.

Declaração do site oficial do Movimento Negro Socialista (MNS) http://www.mns.org.br/