domingo, 18 de outubro de 2009

Racismo e cotas raciais

A Constituição Federal, no seu Artigo 19, estabelece que: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si”. O Artigo 208 dispõe que: “O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um”.

“Ninguém será discriminado, prejudicado ou privilegiado em razão de nascimento, idade, etnia, raça, cor, sexo, estado civil, trabalho rural ou urbano, religião, convicções políticas ou filosóficas, deficiência física ou mental, por ter cumprido pena nem por qualquer particularidade ou condição”.

Porém os defensores das cotas alegam que o princípio da igualdade de todos perante a lei exige tratar desigualmente os desiguais.

Os negros são a maior parcela dos oprimidos no Brasil e nós sabemos que o racismo é uma arma da classe dominante para dividir nossos irmãos trabalhadores, por isso é fundamental que nós nos organizemos para combater aqueles que querem perpetuar o regime da exploração e sua repugnante ideologia racista. A luta contra o racismo é a luta contra a sociedade de classes e, portanto contra o capitalismo. Basicamente, é o abismo existente entre o proletariado e a burguesia e tudo que vem associado a eles, e não a cor, que limita o acesso ao ensino superior.



A PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2006 informa que 9,41 milhões de estudantes cursavam o ensino médio, mas apenas 5,87 milhões freqüentavam o ensino superior, dos quais só uma minoria de 1,44 milhão estavam matriculados em instituições superiores públicas. As leis de cotas raciais não alteram em nada esse quadro e não proporcionam inclusão social - ou seja, não se criou mais vagas em universidades federais ou particulares, e acaba beneficiando as universidades particulares que passam a ter seus bancos desocupados preenchidos e ganham imensos incentivos, fiscais e financeiros do governo, incentivos esses que deveriam ser aplicados a rede publica de ensino - Elas apenas selecionam “vencedores” e “perdedores”, com base num critério altamente subjetivo e intrinsecamente injusto, abrindo cicatrizes profundas na personalidade dos jovens, naquele momento de extrema fragilidade que significa a disputa, ainda imaturos, por uma vaga que lhes garantam o futuro.

Difunde-se a promessa sedutora de redução gratuita das desigualdades por meio de cotas raciais para ingresso nas universidades. Nada pode ser mais falso: as cotas raciais proporcionam privilégios a uma ínfima minoria de estudantes de classe média e conserva intacta, atrás de seu manto enganosamente inclusivo, uma estrutura de ensino público arruinada. Há um programa inteiro de restauração da educação pública a se realizar, que exige políticas adequadas e vultosos investimentos. É preciso elevar o padrão geral do ensino, mas, sobretudo, romper o abismo entre as escolas publicas gratuitas de qualidade, quase sempre situadas em bairros de classe média, e as escolas devastadas das periferias urbanas, das favelas e do meio rural. O direcionamento prioritário de novos recursos para esses espaços de pobreza beneficiaria jovens de baixa renda de todos os tons de pele e, certamente, uma grande parcela daqueles que se declaram “pardos” e “pretos”.

A meta nacional deveria ser proporcionar a todos um ensino básico de qualidade e oportunidades verdadeiras de acesso à universidade. Mas sem fundamentá-las em medidas paliativas que todos sabemos acabam ser arrastando e tornando-se “provisórias permanentes”

Queremos um Brasil onde seus cidadãos possam celebrar suas múltiplas origens, que se concretizam na criação de uma cultura nacional, aberta e tolerante, no lugar de sermos obrigados a escolher e valorizar uma única ancestralidade em detrimento das outras. O que nos mobiliza não é o combate à doutrina de ações afirmativas - aqui entendidas como esforço para cumprir as Declarações da Constituição, contribuindo na redução das desigualdades sociais - mas a manipulação dessa doutrina com o propósito de racializar a vida social no país. As leis que oferecem oportunidades de emprego a deficientes físicos e que concedem cotas a mulheres nos partidos políticos são invocadas como precedentes para sustentar a admissibilidade jurídica de leis raciais. Esse segundo sofisma é ainda mais grave, pois conduz à naturalização das raças. Afinal, todos sabem quem são as mulheres e os deficientes físicos, mas a definição e delimitação de grupos raciais pelo Estado é um empreendimento político que retrocede a conquista do reconhecimento científico da existência de uma única raça: a humana.


Operários, de Tarsila do Amaral: um retrato da miscigenação brasileira

Segundo Sérgio Pena* (2008)

“O fato assim cientificamente comprovado da inexistência das ‘raças’ deve ser absorvido pela sociedade e incorporado às suas convicções e atitudes morais Uma postura coerente e desejável seria a construção de uma sociedade desracializada, na qual a singularidade do indivíduo seja valorizada e celebrada. Temos de assimilar a noção de que a única divisão biologicamente coerente da espécie humana é em bilhões de indivíduos, e não em um punhado de ‘raças’.”

Nos Estados Unidos, modelo por excelência das políticas de cotas raciais, a abolição da escravidão foi seguida pela produção de leis raciais baseadas na regra da “gota de sangue única”. Essa regra, que é a negação da mestiçagem biológica e cultural, propiciou a divisão da sociedade em guetos legais, sociais, culturais e espaciais. De acordo com ela, as pessoas são, irrevogavelmente, “brancas” ou “negras”. Eis aí a inspiração das leis de cotas raciais no Brasil.

Há 45 anos Martin Luther King** abriu um horizonte alternativo para os norte-americanos, ancorando-o no “sonho americano” e no princípio político da igualdade de todos perante a lei, sobre o qual foi fundada a nação. As cotas raciais nos Estados Unidos não contribuíram em nada para reduzir desigualdades, mas aprofundaram o cisma racial que marca como ferro em brasa a sociedade norte-americana.

“Quem exatamente é branco e quem é não-branco?”,é a pergunta que paira sobre o sistema de cotas norte-americano e no caso da lei racial que pretende-se implantar no Brasil algo ainda mais utópico “quem exatamente é negro e quem é não-negro? A linha divisória só se consolida pela validação oficial da auto-declaração dos candidatos, num processo sinistro em que comissões universitárias investigam e deliberam sobre a “raça verdadeira dos afros” jovens a partir de exames de imagens fotográficas ou de entrevistas identitárias. No fim das contas, isso equivale ao cancelamento do princípio da auto-declaração e sua substituição pela atribuição oficial de identidades raciais.

Leis raciais não ameaçam uma “elite branca”, conforme esbravejam os racialistas, mas passam uma fronteira brutal no meio da maioria absoluta dos brasileiros. Essa linha divisória atravessaria as salas de aula das escolas públicas, os ônibus que conduzem as pessoas ao trabalho, as ruas e as casas dos bairros pobres.

Neste início de terceiro milênio, um Estado racializado estaria dizendo aos cidadãos que a utopia da igualdade fracassou – e que, no seu lugar, o máximo que podemos almejar é uma trégua sempre provisória entre nações separadas pelo precipício intransponível das identidades raciais. É esse mesmo o futuro que queremos?



*Geneticista e medico; professor titular do departamento de bioquímica e imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais.

**“Eu tenho o sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação na qual não serão julgados pela cor da sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter”


Zâmbia Santos, militante da Juventude Revolução e do Movimento Negro e Socialista

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Disputa Interna no PT

João Diego Leite

Candidatos falam sobre eleições, planos partidários e crise no senado

No dia 22 de novembro o PT realiza o processo de eleição direta (PED) para renovar as direções do partido. Três candidatos disputam a presidência do PT de Joinville: Moacir Nazário, Irio Corrêa e Umberto Mafra.

Moacir Nazário é da Esquerda Marxista, mesma tendência do vereador Adilson Mariano. Segundo Nazário, sua candidatura representa a retomada dos princípios que fundaram o PT. “Defendemos a classe trabalhadora e acreditamos no futuro socialista da humanidade”, afirma o candidato.

Para Nazário, a verdadeira coligação do PT, nas próximas eleições, deve ser com o povo. Segundo o candidato, as coligações com os partidos de direita como o PMDB, PP e o PDT só servem para as elites. “Essas coligações são como você pegar o café, leite e açúcar e misturar, perde-se a pureza, os princípios do partido”, afirma Nazário.

Umberto Mafra é da Esquerda Socialista, mesma tendência do ex-deputado Assis. Tendo boa relação com os outros grupos do partido, Mafra, acredita poder uni-los. Para ele sua candidatura representa, “o princípio da ética e da moralidade, o resgate do partido democrático ligado ao movimento social.”

Sobre as coligações, Mafra afirma que o PT deve priorizar uma coligação com os partidos de esquerda, mas para o governo federal, “deve considerar o PMDB."

Irio Corrêa é da Construindo um Novo Brasil, mesma tedência do prefeito Carlito Merss. Para ele sua candidatura representa, “a continuidade do sucesso do PT.”. Corrêa diz que após 29 anos, finalmente o PT conseguiu eleger um prefeito. “É esse êxito que nossa candidatura representa”, afirma o candidato.

Sobre as coligações, Corrêa diz que eles devem manter a atual base do governo e que já existem conversas com o PMDB e o PDT. “Só assim poderemos dar continuidade ao processo de desenvolvimento do governo", afirma o Candidato.

Crise no Senado

A crise no senado é também tema das campanhas dos petistas. Para Irio Corrêa, a crise é resultado do embate entre o PT e o PSDB. Para ele o PT tomou uma atitude correta em defender o Sarney. Sobre o caso do senador Mercadante, Irio afirma: “ele não entendeu a linha do partido, que era para defender o Sarney e manter a governabilidade.”

“Eu não voltaria atrás”, afirma Umberto Mafra, se estivesse no lugar do senador Mercadante. Ele diz conseguir se colocar no lugar de Mercadante, mas não o apóia em sua atitude.

Para Moacir Nazário, decidir renunciar a liderança do PT no senado e voltar atrás depois de uma conversa com Lula, foi um ato covarde. “Ele deveria ter mantido sua posição."

Embates passados

Os confrontos entre grupos existem desde a fundação do partido. Em Joinville, esse embate não é de hoje. A Esquerda Marxista já levou a disputa do PED para o segundo turno, em um confronto de Adilson Mariano contra Carlito Merss. Nas prévias de 2009, para decidir o candidato a prefeito, as tendências Esquerdas Marxista e socialista, apresentaram o nome do Bellini Meurer como candidato.

Fonte: http://www.minhacriticadacritica.blogspot.com/

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

domingo, 11 de outubro de 2009

07/10/2009

07/10/2009

GRANDES NOTÍCIAS PARA LULA, POUCAS REALIZAÇÕES PARA O POVO!

Jornal Luta de Classes 
Outros artigos deste autor


 
 
Editorial da edição nº 25 do Jornal Luta de Classes.
 

Na sexta-feira, 02 de Outubro de 2009, o Rio de Janeiro foi escolhido como sede da Olimpíada de 2016. O governo gastará nos preparativos para sua realização 26 bilhões de reais. O Brasil vai comprar aviões de caça, um projeto que custará 36 bilhões de dólares.

Comprará também submarinos, convencionais e nucleares, outro projeto que custará outros bilhões de dólares. E desde o início da crise o governo já repassou mais de 200 bilhões para os bancos.

Enquanto os grandes grupos econômicos comemoram estes bilhões de dólares que serão gastos do dinheiro público, os bancários amargam com um arrocho salarial, inclusive nos bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica), levando-os à greve. Também os funcionários dos Correios (estatal) são forçados à greve para poder arrancar um reajuste salarial. Sim, estas greves vieram logo depois das greves de metalúrgicos e, de forma geral - aproveitando-se da diminuição momentânea do ritmo de aprofundamento da crise - milhares de trabalhadores se lançam às greves para arrancar maiores reajustes.

A vida, infelizmente, não está fácil. O desemprego continua e tudo o que foi recuperado pelos trabalhadores até agora não cobre o que foi perdido com a crise, ainda mais com a queda das exportações industriais e também com a queda geral na produção industrial do País.

A verdade é que o país está precisando destes bilhões, e muito mais que isso, para poder conceder aquilo que os trabalhadores e o povo pobre do país necessitam: Reforma Agrária, estabilidade no emprego, reestatização da Vale, Embraer, das Ferrovias, Telefonia, etc. O povo quer ver resolvidos seus problemas de moradia, saúde e educação. Para fazer isso Lula não pode seguir preso ao bloco de alianças com os partidos da burguesia. É necessário que ele rompa com essa aliança e se junte ao povo, aos trabalhadores organizados na CUT e MST, para impor as reivindicações e a soberania popular.

Mas Lula parece ignorar essas necessidades e declara: Sou governante dos ricos também. E tenho certeza de que eles estão muito satisfeitos porque ganharam muito dinheiro no meu governo. Mais do que no governo ‘deles’. (Valor Econômico, 17/09/2009).

Sim, ganharam mesmo, ganharam o dinheiro obtido na exploração e arrocho dos trabalhadores. O Censo Agrícola, produzido pelo governo, mostrou que aumentou a concentração fundiária no País e demonstra que, por exemplo, o feijão, na sua maior parte, vem das pequenas propriedades (que produzem, por exemplo, 70% do feijão do País).

Isso indica que os grandes latifúndios e agronegócios produzem para a exportação, concentrando as terras nas mãos de poucos. Contra isso há que se fazer a Reforma Agrária, para produzir e garantir alimentos mais baratos para todos.

Apesar de todas as conversas, o Brasil durante a crise da gripe suína, atingiu o índice de 12% do total de mortes em nível mundial (O Globo 08/08/09). Os hospitais estão cheios, o atendimento é de péssima qualidade e, pior ainda, no Rio de Janeiro em um hospital que não podia atender uma grávida o médico escreveu no braço da paciente o nome do ônibus que ela deveria pegar para chegar a outro local onde, talvez, pudesse ser então atendida. O bebê morreu.

O plano “Minha casa, Minha vida” baseia-se no simples aumento de crédito. Para quem não tem dinheiro, a oferta é muito limitada. Nas grandes cidades aumentam as favelas e as “guerras” pelos pontos de tráfico. As empresas demitem à vontade e o governo ainda lhes dá dinheiro. Sim, os patrões parecem poder tudo!

Contra isso os petistas devem reagir!

Precisamos de um outro governo do PT, com outra política e sem a burguesia e seus partidos. E em todo o mundo precisamos de uma política real de união de todo o povo trabalhador para preparar a única guerra que realmente vale a pena: a guerra contra os exploradores, a guerra para expropriá-los e construir o socialismo. Essa é a nossa batalha no PT e nos sindicatos!

No PED vote 190 e 290!
Junte-se à Esquerda Marxista!

domingo, 27 de setembro de 2009

FIM DO VESTIBULAR DE VERDADE, SÓ COM VAGAS PARA TODOS!

Fábio Ramirez 



 
 
O dito 'fim do vestibular' anunciado pelo Ministro da Educação Fernando Haddad e apoiado fervorosamente pela UNE e UBES, não passa de uma fraude.
 

No projeto apresentado pelo governo, o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) se tornaria o exame substituto ao vestibular em todas as universidades federais. Em vez dos alunos prestarem uma prova específica da instituição no qual almejam estudar, prestaria o ENEM.

Assim, o governo anuncia o fim das provas locais de seleção como sendo o fim do vestibular, mas “esquece” de avisar aos jovens que o funil continuará existindo porque não está se criando uma só nova vaga! “Esquece” de avisar aos jovens que a maioria esmagadora deles continuará fora da universidade.

O vestibular vai acabar?

Na prática o vestibular não irá acabar e em vez dos jovens serem barrados pelo dito vestibular, serão barrados agora pelo novo ENEM! Nada muda. Antes os cursinhos lucravam com a má qualidade do ensino fundamental e anunciavam na TV e no rádio orgulhosamente os primeiros colocados no vestibular, e agora anunciarão os primeiros colocados no ENEM. Trocaram-se os nomes dos bois, de vestibular para ENEM, mas o boi não deixou de ser boi.

Toda a falácia do governo tem um objetivo: tentar amenizar a constante e crescente pressão por mais vagas na educação pública superior. O aumento de vagas nas universidades públicas é praticamente insignificante frente à imensidão do número de jovens que não estuda porque não tem vaga. ->[leia mais]

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

DECLARAÇÃO DO 12° ENCONTRO NACIONAL DA JUVENTUDE REVOLUÇÃO


Somos jovens comunistas vindo das cinco regiões do país, reunidos no 12° Encontro Nacional da Juventude Revolução, realizado nos dias 05, 06 e 07 de setembro na Flaskô - fábrica ocupada há seis anos sob controle dos trabalhadores.


Como jovens militantes da Esquerda Marxista, acreditamos que a Flaskô é o exemplo vivo e é a prova de que os trabalhadores não precisam de patrão. Pois se os trabalhadores conseguem ocupar, organizar e fazer a fábrica produzir sem os patrões, significa que a classe trabalhadora pode organizar toda a sociedade sem os parasitas capitalistas.

A crise de superprodução que enfrentamos já destruiu milhares de empregos mundo a fora e concentrou ainda mais capital nas mãos de menos pessoas, ao mesmo tempo em que aumentou brutalmente a pobreza. Tudo é fruto do modo de produção capitalista, sustentado na propriedade privada dos grandes meios de produção.

O capitalismo é o responsável pela crise! E agora jogam os prejuízos da catástrofe econômica nos trabalhadores e na juventude. Com desemprego e destruição dos serviços públicos, em especial da educação pública.
Lutamos para fazer a mais ampla unidade, numa grande frente única em defesa dos empregos, por nenhuma demissão rumo à estabilidade.

Na educação somos nós, os filhos dos trabalhadores, os que enfrentam as maiores dificuldades. Há décadas os governos buscam gradualmente acabar com o financiamento público da educação, criando programas que tentam substituí-lo.

O Fundeb nem de longe resolve os problemas de financiamento da educação, mantendo o sucateamento e um índice assustador de evasão em que apenas 23% dos estudantes que entram no ensino fundamental concluem o Ensino Médio!

Dos que passam do Ensino Médio, a maioria esmagadora é impedida de entrar na universidade porque não existem vagas nas públicas e as privadas cobram mensalidades astronômicas.

Para tentar abafar as pressões por acesso à universidade, o governo cria programas que buscam construir a imagem de “democratização do acesso” como o Novo Enem, o Prouni, e a política de cotas raciais. Mas que, na realidade, esses programas não constroem nenhuma nova sala de aula, não criam praticamente nenhuma nova vaga!

Nossa luta é pelo fim do vestibular e de qualquer tipo de processo seletivo, que só pode acontecer de fato com a criação de vagas para todos nas universidades públicas!

Assim como no Ensino Fundamental e Médio, onde o orçamento público está sendo substituído por parcerias, nas universidades públicas uma série de contra-reformas buscam enquadrar a concepção de educação e substituir seu financiamento. Além de ir à contra-mão das reivindicações históricas do movimento estudantil, programas como Reuni, Reforma Universitária, Sinaes, Lei de Inovação Tecnológica, entre outros têm como conseqüência a privatização e a precarização do ensino.

O Estado é o Comitê Central da burguesia e é por isso que o dinheiro da educação está indo parar no bolso dos capitalistas. Como na recente decisão do Lula em desviar 1 Bilhão de reais para as faculdades privadas. Entre 2008 e 2009 já foram entregues 155 bilhões em juros da dívida pública e mais de 250 Bilhões para os capitalistas enfrentarem a crise. Não foi para isso que o povo trabalhador derrotou o PSDB nas últimas eleições presidenciais e reelegeu Lula contra as privatizações!

Lula deve romper a coalizão com a burguesia e fazer um novo governo agora com os trabalhadores e suas organizações, apoiado nas decisões populares.
Saímos do 12° ENJR mais fortes que antes e com toda disposição de ajudar a organizar a juventude em suas lutas no dia-dia. Nossa tarefa é estar em todos os piquetes, greves, ocupações, mobilizações e manifestações possíveis da juventude e dos trabalhadores, pois o nosso papel é fazer a ligação das necessidades mais sentidas dos jovens com a necessidade de enterrar o capitalismo no baú da história e construir o socialismo!

Sumaré - SP, 07de setembro de 2009

www.revolucao.org

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

COTAS!


Dia 19 de Setembro( Sábado), no Bom Jesus Ielusc, acontecerá um debate sobra as Cotas Raciais.
Mais informações: juventuderevolucao.sc@hotmail.com
ou
(47) 8424 - 7193 (falar com João)